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Limites do termo 'Fronteira'

Para a delimitação do campo dos Estudos Fronteiriços, a equipe do Unbral Fronteiras realizou um questionário com a comunidade acadêmica acerca do objeto científico 'fronteira', e suas limitações. O resultado detalhado pode ser encontrado em nosso Anuário 2014. De forma sintética, os seguintes estudos são considerados para o Unbral Fronteiras:

  • Estudos ligados a fronteiras internacionais
  • Estudos relacionados a limites espaciais administrativos não-internacionais;
  • Estudos relacionados a limites espaciais não-administrativos;
  • Estudos relacionados a frentes pioneiras, frentes de expansão, fronteiras agrícolas etc. (''frontiers'');
  • Estudos ligados a “fronteiras naturais” (rios, montanhas, serras etc.) que demarcam limites internacionais, ainda que não se refiram diretamente ao limite internacional;
  • Estudos relacionados a aspectos físicos (geomorfológicos, climatológicos, hidrológicos etc.) em lugares situados na região fronteiriça
  • Estudos relacionados a aspectos históricos (arqueológicos, povoamento, folclore etc.) de lugares atualmente situados na região fronteiriça, ainda que não abordem a construção do limite internacional;
  • Estudos relacionados a questões étnicas e culturais (indígenas, identidades, produção artística etc.) em lugares situados na fronteira, ainda que não se refiram diretamente ao limite internacional;
  • Estudos regionais de espaços como municípios, estados, regiões etc., que contém uma seção ou capítulo sobre a fronteira sem, no entanto, abordarem centralmente a região fronteiriça;
  • Estudos sociais que tematizam a cultura, a história, ou a formação territorial de espaços (estados, regiões, países etc.) que citam a região de fronteira sem abordarem centralmente questões fronteiriças;
  • Estudos econômicos que tematizam o turismo, a indústria, as infraestruturas de espaços como estados, regiões, países etc., que citam a região de fronteira sem abordarem centralmente a região fronteiriça;
  • Estudos que tematizam Migrações Internacionais, mesmo que não se refiram diretamente à região fronteiriça (bolivianos em São Paulo, trabalhadores haitianos em Caxias do Sul, catarinenses nos Estados Unidos etc);
  • Estudos relacionados ao Planejamento Territorial, reestruturação de espaços rurais, desenvolvimento, sustentabilidade rural e regional etc. em lugares situados na fronteira, ainda que não se refiram a questões fronteiriças;
  • Estudos de Comércio Internacional (políticas comerciais, fluxos de importação e exportação, movimentos financeiros internacionais etc) mesmo que não se refiram diretamente a questões fronteiriças;
  • Estudos de Relações Internacionais com viés territorial (política externa brasileira, política internacional, América Latina etc.), mesmo que não se refiram diretamente a questões fronteiriças;
  • Estudos relacionados à Integração Regional com viés territorial (blocos econômicos, Mercosul, Alca, IIRSA etc.), mesmo que não se refiram diretamente a região fronteiriça;
  • Estudos relacionados à Defesa e Segurança com viés territorial (inteligência, geopolítica, estudos estratégicos, Estado e Segurança Internacional etc), mesmo que não se refiram diretamente à região fronteiriça.

 A figura abaixo sintetiza os resultados do questionário, mostrando os temas centrais e periféricos do estudo das fronteiras no Brasil: